segunda-feira, 31 de maio de 2010

Cuidados com o idoso


A pedido de uma leitora, compilei aqui diversas dicas e sugestões para tornar mais confortável e segura a vida do idoso em sua casa. Espero que seja útil. Vou separar o assunto por ambientes.



Quartos:
- Colocar interruptor próximo à cama, para que o idoso não precisa se levantar no escuro para acender a luz. Se possível, coloque um telefone perto da cama;
- As camas devem ser baixas (45 a 50 cm incluindo colchão) de forma que, ao levantar, seus pés toquem o chão. Elas devem ter cabeceira, permitindo encostar; Além disso, devem ser largas para dar maior segurança ao movimento dos idosos ao dormir;
- Faça chão do quarto em piso antiderrapante, sem tapetes ou objetos soltos; (as sandálias e sapatos também devem ser antiderrapantes);
- Colcha / cobertor devem ser presos ao pé da cama, para trazer mais conforto no frio;
- Acima dos 80 anos, evitar uso de mais que um travesseiro;
- Mesa de cabeceira: Altura de uns 10 cm acima da cama, com bordas arredondadas e fixada, evitando seu deslocamento;
- Abajur fixo na mesa ou parede;
- Armários com portas leves e cabideiros baixos; Gavetas com trava de segurança, prateleiras com luz interna ao abrir a porta; puxador tipo alça;
- Janelas com abertura para dentro ou corrediças;
- Persianas são melhores que cortinas (peso e acúmulo de pó);
- Colocar cadeira para facilitar calçar meias e sapatos;
Corredor entre quarto e banheiro e corredores em geral:
- Iluminação acionada no quarto para que a ida ao banheiro à noite seja mais segura;
- Não deve haver objetos ou móveis atrapalhando a circulação; Não devem ser usados tapetes soltos;
- Cuidados com fios elétricos no chão – podem causar acidentes;

Banheiro:
- Iluminação na entrada e chão antiderrapante;
- Barras de segurança no Box, lavatório e vaso sanitário; Havendo dificuldade para abaixar para lavar o corpo, colocar um banco no Box (alvenaria ou outro material, preferencialmente fixo); Barra de vaso com altura de 30 cm acima do tampo.
- Quando há dificuldade para levantar ou sentar, colocar adaptadores nos vasos sanitários para aumentar a altura do assento do vaso; O assento deve ter largura mínima de 45 cm e 46 cm do piso; Além disso, podem ser colocados corrimãos e barras de apoio;
- Só colocar banheira se houver espaço também para Box. A banheira deve ter barras de segurança;
- O ideal é que o Box tenha espaço para dois pessoas, para facilitar ajudar o idoso no banho;
- Box com largura mínima de 80 cm e desnível máximo de 1,5 cm em relação ao piso do banheiro;
- Acrescentar chuveirinho e ducha higiênica manual com altura de 45 cm do piso;
- Qualquer porta objeto deve ser fixo;
- O Box deve ser fechado com material inquebrável e porta de correr ou, se não for possível, cortina plástica;
- Torneiras mono comando ou meia volta, alavanca ou célula fotoelétrica;
- Tapetes de borracha com ventosas e de boa qualidade; Por experiência, sugiro testar o tapete molhado antes de colocá-lo no banheiro do idoso;
- Porta toalha deve estar o mais próximo do box, com altura de mais ou menos 1,30m.
- Bancadas com altura entre 80 e 85 cm;
- A pia deve ter ralo protetor;
- Evite prateleiras de vidro e superfícies cortantes; Armários e estantes devem estar na altura da cintura ou peito;
- As tomadas e os interruptores devem estar no alto e em área seca;
- Acrescente Espelho iluminado, espelho de aumento;
- Recipientes para escovas, remédios, etc, em material inquebrável;
- No caso de idoso com problemas que afetem sua memória e nível de consciência, retire a tranca do banheiro e instale a porta abrindo para fora;

Ambiente externo / Entrada:
- Acesso sem barreiras;
- Piso áspero, com marcações do caminho;
- Porta com vão igual ou maior que 80 cm;
- Maçanetas tipo alavanca; Fechadura sobre a maçaneta; Trincos deslizantes;
- Evitar desníveis. Sendo impossível, fazer rampas, usar tapetes presos;


Cozinha:
1) Pia e bancada: Altura entre 85 e 90 cm; Torneiras de fácil manuseio (1/2 volta alavanca ou monocomando); Armários não muito altos. Os objetos mais pesados devem ficar em prateleiras mais baixas e os mais usados em locais de mais fácil acesso; Gavetas com fácil abertura e trava de segurança; Evite prateleiras de vidro e superfícies cortantes; Armários e estantes devem estar na altura da cintura ou peito;
2) Fogões com botões na parte da frente e sistema que feche o gás automaticamente se a chama se apagar;
3) Manter luvas térmicas e suportes para utensílios quentes à mão;
4) Aquecedor deve estar fora da cozinha e se houver bujão de gás, fora de casa;
5) As prateleiras devem permitir acesso sem necessidade de levantar muito os braços;
6) Use o máximo de utensílios de plástico ou metal;
7) Microondas devem ter fácil acesso e permanecerem desligados quando não usados;

Área de Serviço:
-[O tanque e a tábua de passar devem ser adequados para uso na posição sentada (75 cm);].
- As tomadas devem estar a um a 1,20 m do chão;
- Evite escadas dobráveis
- Os pisos devem ser antiderrapantes;
Sala de Estar / jantar:
- Se o idoso tem dificuldade de visão, coloque lâmpadas mais fortes;
- Mantenha a circulação livre de obstáculos e prefira móveis com cantos arredondados;
- As poltronas e sofás devem ter por volta de 50 cm de altura e com design que facilite sentar e levantar. Profundidade: 70 a 80 cm. Os assentos não devem ser muito macios;
- As cadeiras devem ter encosto alto e apoio lateral; Mesas de apoio devem ter altura média de 60 cm;
- Estantes devem ter prateleiras fixadas e fáceis de serem alcançadas;
- A mesa de jantar deve ter altura de 75 cm e bordas arredondadas; Prefira não usar tapetes soltos e cadeiras sem braço; Tenha bom espaço para circulação em volta da mesa;
- Tenha interruptores de luz nas entradas e saídas dos ambientes;
Escadas e Circulação:
- Corrimão – altura média de 80 cm, indo além do último degrau; Prefira escadas retas às curvas, que apresentam degraus estreitos nos cantos, o que pode causar acidentes, principalmente para idosos; A altura ideal para os degraus é em torno de 15 cm; - Use fita antiderrapante nos degraus; demarque e ilumine muito claramente o início e fim da escada; Sempre prefira rampas às escadas; As rampas devem ter um declive de 10% no máximo.

Eu por Eu




Eu sofri um "AVC", mas desde em quando, venho botando na cabeça que eu tenho que melhorar. Venho melhorando. Faço tudo: Cuido da minha casa, do meu FILHO, vou pegar minha contas, passeio às vezes só, às vezes acompanhada. Eu trabalho como DECORADORA, já arranjei cinco clientes; não é muito, mas é só o inicio. Mas, o que eu quero é dirigir, eu vou conseguir.

Sofri um baque: "Minha Amigas Sumiram", aí eu me acostumei e fui a luta. Tinha que encontrar amigos e amigas. Eu fiz amizades na CLÍNICA:, que eu faço "FISIOTERAPIA e T.O" - Helen, Tereza, Edy, Rosângela, Lindaura, Joana e a Mãe dela e os Rapazes (esqueci o nome deles). Eu estou resgatando os amigos que dá, os outros só eu fazendo.



Minha mãe é uma guerreira. Eu fiquei sem falar, na cama por dois meses. Se não fosse minha mãe, não sei o seria de mim; Mina irmã, não ficava muito lá (na casa de minha mãe). Ela ia lá, mas não ficava, saía. Me lembro quando ela foi viajar pra FRANÇA, eu chorei, nunca chorei; Meu Pai estava na ponte-área, Salvador-Brasília. Ele é um pai-herói, não me faltou nada. Não me falta ainda; Meu irmão tava longe, cuidando da vida; Meu Filho era um herói pra mim, foi ele quem chamou minha mãe. Minha família é assim.



Eu estou muito preocupada com Ró, ela não gota de nada, de cinema, um teatro, de ir à praia, de ir a uma praça, de sair. Ela só sai quando a mãe dela - Lindaura - faz uma chantagem. Queria mudar isso nela. Mas a vida me ensinou, a gente só muda quando quiser.






domingo, 30 de maio de 2010

Calçada Amigáveis, por Alessanda Micaela.

Eu li um artigo que fala sobre CALÇADAS. Fiquei contente. Não sou idosa, mas tive que sofrer um "AVC" para dar a esse tema ou qualquer tema que fale de cuidados com as pessoas, pra que eu me interesse. É UM TEMÃO.



Calçadas amigáveis


Mais do que um exercício de cidadania, cuidar da calçada é motivo de prazer para muitos moradores. Inspire-se nos depoimentos a seguir e veja também como conquistar uma entrada primorosa valendo-se das regras urbanísticas de sua cidade.

Passeio acessível Calçada ideal é aquela que promove um caminhar seguro e confortável à criança, à moça de salto, ao senhor de idade com bengala e ao cadeirante. Para atender a essa diversidade de pedestres, invista numa superfície firme e contínua, com acabamentos que tenham uma sutil rugosidade, o que evita escorregões em dias de chuva. Neste projeto, a escolha foi por placas cimentícias (Solarium) de dois tons. O mais escuro (1 m x 50 cm, por 90,51 reais o m²) delimita a área de passeio e contrasta com as peças mais claras e de tamanhos menores (25 x 25 cm, a partir de 95 reais o m²). Projeto do designer Jose E. Bonetti, da Kitchens.

Recepção vistosa Raro é o dia em que a moradora passa por este jardim externo sem apreciar uma nova flor. Sempre impecável, o lugar virou motivo de orgulho e elogios entre os vizinhos depois da reforma. "Foi tirar o piso de cimento esburacado, do antigo dono, para tudo mudar." Na área, nasceu uma faixa central de pedra miracema de 1,50 m, ladeada por canteiros de buxinho, azaleia e grama esmeralda (todos de fácil cuidado). Contratempo ela tem com alguns donos de cachorros, que não recolhem os excrementos dos pets. "Eles, um dia, vão apreciar o belo com respeito."

O que pode e o que não pode Antes de mexer na sua calçada, consulte a prefeitura de sua cidade. Em geral, não se deve plantar ou podar uma árvore em área pública sem autorização. Ao dono da moradia cabe sempre a tarefa de conservar o piso, pois, em mau estado (com raízes de árvores sobressalentes, com buracos ou com acabamento escorregadio), ele se torna perigoso aos pedestres. Em algumas cidades, calçadas malcuidadas estão sujeitas a multas se houver reclamações. Atenção, paulistano: no
site
, você tem dicas de acabamentos recomendados para piso, como o bloco de concreto e o ladrilho hidráulico, e os vetados, entre eles, o mosaico português.

Calçada permeável

O arquiteto paisagista Luiz Portugal virou fã de pisos intertravados- drenantes (saiba mais no boxe acima). "É uma maravilha, pois eles absorvem parte da água da chuva e não geram entulho na colocação", detalha o profissional, que nesta calçada, de 1,20 m, escolheu um modelo feito de massa cimentícia com agregados de mármore e granito (da Braston, 84 reais o m²). Para garantir uma superfície plana e contínua por anos e anos, Luiz também foi cauteloso ao projetar canteiros com espécies de raízes curtas, como moreias e ipê-amarelo ou grama esmeralda. [img4]Por que usar piso drenante Cobertas de asfalto, as cidades se tornaram impermeáveis, cabendo aos bueiros receber toda a água da chuva. Não raro, eles não aguentam o fluxo intenso e transbordam, alagando ruas e avenidas. Dispostos a atenuar essa situação, arquitetos e paisagistas decidiram valorizar o solo vivo, dispensando mantas de impermeabilização (quando não há garagem no subsolo). Em seu lugar, eles dispõem um compacto mix de camadas com pedras, pedriscos, manta de drenagem e areia e aplicam na superfície pisograma ou placa com microporos. É essa dupla combinação que cria uma calçada drenante.